terça-feira, 24 de janeiro de 2023
Selo do Brasil, Pteronura brasiliensis
Ariranha (Pteronura brasiliensis) no selo brasileiro de 1975 da Série Preservação da Fauna e da Flora
O selo da Série Preservação da Fauna e da Flora, emitido pelos Correios em 1975, apresenta a ariranha (Pteronura brasiliensis), também conhecida como lontra-gigante, considerada a maior espécie de lontra do mundo e um dos mamíferos aquáticos mais emblemáticos da América do Sul. A espécie pode atingir cerca de 1,8 metro de comprimento e pertence à família dos mustelídeos, a mesma das lontras e furões.
Endêmica da América do Sul, a ariranha habita rios, lagos, lagoas, igarapés e florestas inundadas, sendo encontrada principalmente nas bacias amazônicas e no Pantanal brasileiro. Predadora eficiente, alimenta-se sobretudo de peixes e desempenha importante papel no equilíbrio dos ecossistemas aquáticos.
Diferentemente de muitas outras espécies de lontras, a ariranha possui hábitos predominantemente diurnos e vive em grupos familiares altamente organizados. É um animal territorial e muito vocal, utilizando diversos sons para comunicação e defesa da área ocupada. Durante a gestação e o cuidado dos filhotes, as fêmeas demonstram forte comportamento protetor, tornando-se mais vigilantes diante de possíveis ameaças.
A espécie pode ser reconhecida pelas manchas claras e exclusivas na garganta, pela cauda achatada em forma de remo e pelos pés largos com membranas entre os dedos, características que favorecem sua vida semiaquática. Sua pelagem curta e densa apresenta tonalidades castanhas escuras que ajudam na proteção contra a água e as variações de temperatura.
A ilustração do selo foi criada por Álvaro Martins, destacando um dos mais impressionantes representantes da fauna brasileira. O selo foi impresso em papel fosforescente e integra uma série filatélica dedicada à valorização e à preservação das espécies nativas do Brasil.
Moeda de Cr$ 1,00
A emissão deste selo permite uma interessante conexão entre a filatelia e a numismática brasileira. Em 1975, ano de circulação da Série Preservação da Fauna e da Flora, a moeda de 1 cruzeiro fazia parte do cotidiano dos brasileiros e possuía valor suficiente para a aquisição de um selo postal como este.
Essa relação entre moedas e selos ajuda a compreender o funcionamento do sistema econômico da época, revelando o poder de compra da moeda nacional e os custos dos serviços postais durante a década de 1970. Enquanto a moeda circulava nas transações diárias, os selos viabilizavam a comunicação entre pessoas e instituições, tornando-se importantes testemunhos da história econômica e cultural do Brasil.
Hoje, a preservação conjunta de moedas e selos permite aos colecionadores reconstruir aspectos do passado, observando a evolução da economia, dos meios de comunicação e dos símbolos nacionais retratados nesses pequenos documentos históricos.
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