sexta-feira, 6 de outubro de 2017
Selo do Brasil de 1947, Castro Alves
Selo brasileiro de 1947: centenário de nascimento de Castro Alves
O selo comemorativo brasileiro de 1947 celebra o centenário de nascimento do poeta Castro Alves (1847–1871), um dos nomes de destaque da literatura romântica brasileira. Conhecido como poeta dos escravos, Antônio Frederico de Castro Alves dedicou parte importante de sua obra à denúncia da escravidão e à defesa da liberdade humana.
Emitido em 14 de março de 1947, data em que se completaram cem anos do nascimento do poeta, o selo apresenta desenho na cor verde, atribuído ao Prof. L. Campos. A composição retrata o busto de Castro Alves e inclui versos de O Navio Negreiro, um de seus poemas mais conhecidos, no qual o autor denuncia a violência do tráfico de pessoas escravizadas.
O trecho reproduzido na peça postal pertence à passagem que começa com os versos:
Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança.
Ao associar a imagem do escritor a esses versos, a emissão postal aproxima a filatelia da literatura brasileira e da memória histórica da luta contra a escravidão. O selo constitui, assim, um registro da homenagem prestada a Castro Alves no centenário de seu nascimento.
Data de emissão: 14/03/1947
RHM: C-227
Denteação: 11
Tiragem: 1.000.000
Poetas e suas obras na filatelia
Após a homenagem a Castro Alves, a filatelia brasileira também celebrou outros nomes fundamentais da literatura nacional. Entre eles está Manuel Bandeira (1886–1968), lembrado em um selo comemorativo de 1986, emitido pelo centenário de seu nascimento, que destaca a importância do poeta para o Modernismo brasileiro.
Essas emissões aproximam literatura e filatelia ao reunir retratos dos poetas e referências à sua produção literária. Os selos tornam-se, assim, documentos culturais que preservam a memória de autores e de diferentes momentos da poesia brasileira.