terça-feira, 10 de setembro de 2024

Selo do Brasil, David e Abizag

David e Abizag no selo brasileiro de 1993
O selo retrata a pintura David e Abizag (1879), obra do pintor brasileiro Pedro Américo (1843–1905), um dos mais importantes artistas acadêmicos do Brasil no século XIX.

Com temática religiosa e inspiração bíblica, a obra foi pintada em Florença e posteriormente exibida na Exposição Geral de Belas Artes de 1884, no Rio de Janeiro. A composição evidencia o refinamento técnico e o estilo dramático característicos das pinturas históricas e acadêmicas de Pedro Américo.

Na cena retratada, Abizag aparece nua ao lado do envelhecido Rei David, que observa a jovem com expressão de fascínio e surpresa. A figura feminina envolve o rei com o braço esquerdo enquanto ele deixa a lira cair, simbolizando o impacto da sedução e da beleza sobre o monarca.

O cenário da pintura é marcado pelo luxo e pela riqueza de detalhes, apresentando uma suntuosa cortina vermelha ao fundo, além de tapetes, peles e tecidos ornamentados que reforçam a atmosfera palaciana e teatral da obra.

O exemplar faz parte do conjunto de três selos comemorativos emitidos em homenagem aos 150 anos do nascimento de Pedro Américo. O selo foi produzido em papel couchê gomado, com fosforescência impressa nas margens, característica técnica utilizada pelos Correios brasileiros em emissões comemorativas da época.
Valor: Cr$ 36.000,00
Data: 29.04.1993
RHM: C-1838
Denteação: 12 x 11½
Tiragem: 1.200.000

Pedro Américo

A Carioca no selo brasileiro de 1993
Continuando a série comemorativa dedicada aos 150 anos do nascimento de Pedro Américo (1843–1905), outro selo retrata a segunda versão da pintura A Carioca (1882), uma das obras mais conhecidas e controversas do artista brasileiro.

A pintura destaca uma jovem mulher nua em uma composição marcada pela delicadeza dos traços, pela suavidade da iluminação e pelo refinamento técnico característico de Pedro Américo. A obra tornou-se conhecida tanto pela qualidade artística quanto pela polêmica envolvendo sua recepção na sociedade conservadora do século XIX.

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