sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
Selo professor Ângelo Moreira da Costa Lima
Selo Brasil 1966 Professor Ângelo Moreira da Costa Lima – Série Vultos Célebres, filatelia brasileira RHM 521
O selo ordinário brasileiro de 1966 homenageia o médico, professor e cientista Ângelo Moreira da Costa Lima (1887–1964), considerado um dos pioneiros da entomologia moderna no Brasil. Sua extensa contribuição para o estudo dos insetos e para o desenvolvimento das ciências agrárias brasileiras tornou-o uma das figuras mais importantes da pesquisa científica nacional no século XX.
A arte do selo, criada por Waldir Granado, apresenta um retrato do homenageado em estilo sóbrio e elegante, característica comum das emissões ordinárias da época. Impressa em tom marrom meio-tom sobre fundo claro, a composição valoriza os traços faciais do pesquisador e transmite o caráter institucional da homenagem.
Na parte superior encontra-se a inscrição "Correio do Brasil", enquanto o valor facial de 50 Cruzeiros aparece no canto inferior esquerdo. A legenda "Prof. Ângelo Moreira da Costa Lima" identifica o homenageado e reforça o reconhecimento de sua atuação como educador, pesquisador e referência científica no campo da entomologia.
Além de seu valor postal, o selo constitui uma homenagem à ciência nacional e à formação acadêmica brasileira. Como integrante da série Vultos Célebres – Novos Desenhos, a emissão preserva a memória de uma das figuras mais importantes da entomologia no país e representa um interessante exemplo da filatelia temática dedicada à ciência, à educação e às personalidades brasileiras.
Data de emissão: 01/08/1966
RHM: 521
Denteação: 10¾ x 11½
Moeda de Cr$ 50
A moeda de 50 Cruzeiros, emitida em 1965, possuía o mesmo valor facial do selo dedicado ao Professor Ângelo Moreira da Costa Lima, lançado em 1966. Dessa forma, uma única moeda era suficiente para adquirir o selo diretamente nas agências dos Correios, evidenciando a relação entre a circulação monetária e os serviços postais brasileiros da década de 1960.
Essa equivalência permite compreender melhor o poder aquisitivo da moeda na época e o custo de utilização dos serviços postais. Enquanto o selo desempenhava sua função no transporte de correspondências, a moeda circulava diariamente nas transações comerciais, tornando-se um elo interessante entre a história postal e a história monetária do Brasil.
Atualmente, a reunião dessas duas peças em uma mesma coleção oferece uma perspectiva histórica valiosa, demonstrando como o valor de 50 Cruzeiros estava presente tanto na numismática quanto na filatelia. Juntas, elas ajudam a ilustrar aspectos do cotidiano brasileiro, dos meios de comunicação e da economia nacional durante os anos 1960.
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