terça-feira, 9 de setembro de 2025
Selo do Brasil, Pantanal Mato-grossense
Pantanal Mato-Grossense no selo do Brasil — 1984
O selo brasileiro retrata a exuberante paisagem do Pantanal Mato-Grossense, destacando a harmonia entre fauna e flora características de uma das regiões ecológicas mais ricas do mundo. Na composição criada por Etienne Demonte, sobressaem o ipê-roxo em floração, aves em voo e o cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), maior cervídeo da América do Sul e símbolo da biodiversidade pantaneira.
A cena evidencia a beleza natural do Pantanal durante os períodos de cheia e reprodução das espécies, valorizando especialmente a intensa presença da avifauna regional. Diversas aves migratórias utilizam as lagoas e áreas alagadas como locais de descanso e nidificação, formando grandes agrupamentos às margens dos rios e campos inundáveis. Entre elas destacam-se os bandos de cabeça-seca, também conhecidos como cegonha-americana (Mycteria americana), que aparecem tradicionalmente na região a partir do mês de junho.
O delicado trabalho artístico combina cores suaves e elementos naturais para transmitir a grandiosidade da paisagem pantaneira, reforçando a importância ecológica do bioma brasileiro e sua diversidade de espécies animais e vegetais.
O exemplar integra a série Pantanal Mato-Grossense, composta por três selos dedicados à representação da fauna e flora da região. A emissão foi impressa em papel couché gomado, com fosforescência impressa, característica técnica utilizada pelos Correios brasileiros na década de 1980.
O Blastocerus dichotomus é considerado um dos animais mais emblemáticos do Pantanal brasileiro, enquanto o Tabebuia heptaphylla simboliza a exuberância da flora nacional durante os períodos de floração.
Data de emissão: 05/06/1984
RHM: C-1395
Denteação: 11½
Tiragem: 2.500.000
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