terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Selo do Brasil, Urutu de Tarsila do Amaral

Selo Tarsila do Amaral
O selo brasileiro reproduz a icônica obra “O Ovo (Urutu)”, da artista modernista Tarsila do Amaral (1886–1973), um dos principais nomes do modernismo no Brasil. 

A pintura é considerada um dos símbolos visuais do Movimento Antropofágico, que defendia a assimilação de influências estrangeiras para a criação de uma identidade cultural autenticamente brasileira. 

Na composição, destacam-se elementos carregados de significado. A grande serpente (urutu) é um bicho que assusta e representa força e transformação, evocando o poder de “deglutição”, conceito central da Antropofagia cultural. 

Já o ovo simboliza a gênese, o surgimento de algo novo. Juntos, esses elementos traduzem a proposta do movimento: absorver referências externas e recriá-las de forma original no contexto brasileiro. 

O selo integra a emissão da XXIV Bienal de São Paulo que reproduziu oito obras de artes de artistas mundialmente reconhecidos e atrações do evento, reforçando o valor da arte como patrimônio cultural. A peça foi impressa em papel couché gomado, característica comum em emissões filatélicas de qualidade. 

Valor: R$ 0,31
Data: 22.09.1998
RHM: C-2164
Denteação: 12 x 11½
Tiragem: 2.880.000

XXIV Bienal de São Paulo

Selo Arte de José Leonilson
Seguindo a proposta de valorizar grandes nomes da arte contemporânea presentes na XXIV Bienal de São Paulo, este selo destaca a obra do artista José Leonilson. Reconhecido por sua produção sensível e intimista, Leonilson utilizava elementos visuais e textuais para expressar emoções, memórias e reflexões pessoais, consolidando-se como um dos principais representantes da arte brasileira no cenário internacional.

Nesta emissão, a presença de sua obra reforça o caráter plural da Bienal, que reuniu diferentes linguagens e estilos artísticos, promovendo o diálogo entre cultura, identidade e expressão contemporânea.


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