segunda-feira, 1 de maio de 2023

Selo do Brasil, Pipoqueiro

Selo Pipoqueiro
O selo brasileiro emitido em 2006, integrante da série Profissões, homenageia o pipoqueiro, figura tradicional presente em praças, ruas e eventos populares do país. Representando o empreendedorismo informal e a cultura urbana brasileira, esse ofício simboliza a proximidade com o público e a simplicidade de um trabalho que atravessa gerações.

A arte do selo, criada por Hector Consani, retrata o pipoqueiro em plena atividade, destacando o característico carrinho de pipocas, o preparo do alimento e a apresentação do produto já pronto, tanto no equipamento quanto servido ao consumidor. A composição valoriza os elementos visuais do cotidiano e reforça a identidade cultural da profissão.

Assim como outras emissões da série, o selo evidencia ofícios essenciais que fazem parte do contexto histórico e sociocultural brasileiro, destacando atividades que representam fonte de renda e formas de trabalho autônomo, criativo e acessível.

Trata-se de um selo ordinário impresso em papel couchê autoadesivo. Em 2011, houve a reemissão com a inscrição “BR” no semicorte, uma atualização técnica adotada pelos Correios. Essa perfuração diferenciada, localizada nas laterais e na parte inferior da peça, passou a identificar as emissões modernas, agregando segurança, padronização e maior valor para colecionadores.

Além de seu valor filatélico, o selo Pipoqueiro é uma representação cultural do cotidiano brasileiro, sendo uma excelente peça para coleções temáticas sobre profissões, cultura popular, alimentação e história social.
Valor: R$ 0,01
Data: 06.11.2006
RHM: 851


Moeda de 1 centavo

Moeda brasileira de 1 centavo de 2000
A filatelia e a numismática se encontram em um ponto curioso da história econômica: o uso simultâneo de moedas e selos com o mesmo valor facial. 

A moeda de 1 centavo emitida no ano de 2000 no Brasil possuía o mesmo valor do selo Pipoqueiro, permitindo que com uma única moeda  fosse possível adquirir o selo.

Essa equivalência revela não apenas aspectos do sistema monetário, mas também do custo dos serviços postais naquele período, administrados pelos Correios. A circulação da moeda de 1 centavo, hoje rara no dia a dia, reforça a memória de um tempo em que valores mínimos ainda tinham grande utilidade prática.

Para colecionadores, essa relação entre moeda e selo agrega valor histórico e cultural, aproximando duas áreas colecionáveis  e evidenciando como pequenos valores monetários desempenhavam um papel significativo na comunicação e no cotidiano da população.


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